(Da noite já alta de 22:)
Apagar tudo é o remédio?
Mas... e a seguir?
Diria que é só uma forma de pautar a actividade de estar a olhar para o vazio.
Da mesma forma que martelo cadenciadamente estas teclas. Sim, dessa mesma forma.
Em termos de erros é preciso repetir essa mesma análise.
Não concordas, meu?
Nah. Seria fácil.
Esta é de resto uma hora fácil. No sentido em que se opõe ao difícil. Mas. Sem mais desvios:
Meus caros, eu quero é saber o que fazer deste incontrolável.
Que me impele a zás zás e a mais zás e até a mais...
Zás a mais.
Repetição o motor? O trecho imediato, mais de todos imediato, em termos da facilidade com que o motor de inferência encontra ou estabelece como resposta - uma vez que está ali à superfície da memória.
Trata-se no fundo de desaprender a mania do contexto. Sim, esse drama.
Lubrifiquei a chama, e ela ribombou antes de fazer um ruído pasmo.
Adociquei a hora e ela trouxe-me este vendaval de pequenos monopéptidos.
Quero urinar do alto de um prédio. Esta sim é a minha resposta para a desolação que todos vivemos hoje.
Nenhures vive por violentar.
Existe prédio no drama.
Como ultrapassar a noção escrita da escrita? A inflexão da reflexão? Como?
Desmoronar a sequência. Porque há xilofones nisso.
Preencher o vazio de corropio.
Exaurir a meta ou metáfora. Que é e que somos.
Minha nossa senhora!
Debicai livremente, pássaros de nenhures, sítio universo. Extravasai as mãos que vos sustêm. Aúúú. Uivai até, desafiantes. Desafiantes da condição vossa.
Aúúú.